Não é desta vez que as aparelhagens vão voltar a frequentar a ilha de Mosqueiro. Um mandado de segurança interposto na 1a Vara da Fazenda da Capital tendo como agravante Raimunda do Nascimento de Souza contra a Delegacia de Polícia Administrativa (DPA), processo n. 0805840-30.2019.8.14.0000, apresentando recurso contra o órgão que negou seu pedido de licença/alvará para realizar festas com aparelhagem no Distrito de Mosqueiro durante o mês de julho.

A desembargadora Nadja Nara Cobra Meda concedeu liminar concedendo efeito suspensivo da medida,  autorizando a Casa de Shows Botequim a realizar eventos em Mosqueiro. Porém, a liminar não refere-se a ação civil pública sob o processo n. 0003342-48.2016.814.0501, cujo autor é o Ministério Público do Estado do Pará. Portanto, prevalece a sentença que proíbe as festas de aparelhagens em Mosqueiro, tendo em vista que a liminar não foi deferida em relação a Ação Civil Pública.

As festas de aparelhagens dividem opiniões na ilha de Mosqueiro, o grupo favorável defende que Mosqueiro defende a volta das aparelhagens como opção de entretenimento na ilha, alegam que não existe programação para os jovens e que as aparelhagens atrairiam mais público para Mosqueiro.

Os contrários afirmam que as estruturas sonoras não agregam nenhum valor à ilha e nem fomentam a economia local uma vez que as bebidas consumidas no evento e os garçons por exemplo, são trazidos de Belém, e que até as latinhas são recolhidas para serem vendidas na capital. Afirmam ainda que os índices de violência como assaltos, furtos, acidentes, agressões, entre outras ocorrências, aumentam antes, durante e depois do evento de aparelhagens, deixando em Mosqueiro somente as mazelas.

Alguns críticos apontam o ato como tentativa de driblar a ação civil pública deferida na Vara Distrital de Mosqueiro, vigente desde 2016, uma vez que a liminar deferi o ato da 1ª Vara da Fazenda da Capital.

Por Frank William Batista